Novo ciclo econômico deverá reaquecer demanda por imóveis de médio e alto padrão

Juros historicamente baixos e a expectativa de recuperação da economia interna prometem alavancar setor imobiliário

A perspectiva de que a economia brasileira irá reencontrar o caminho do crescimento é o principal motor de propulsão para o otimismo do mercado financeiro com as ações de construtoras e incorporadoras. Como parte das empresas que vão bem quando a economia doméstica prospera, essas empresas já vêm dando sinais de que estão se preparando para um aumento da demanda por imóveis na esteira do (esperado) aumento do PIB (Produto Interno Bruto).

Segundo dados da Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), os lançamentos imobiliários somaram 16.298 unidades em junho de 2019, no segundo maior volume mensal lançado da série histórica. No primeiro semestre, foram 45.085 unidades lançadas, volume 10,1% acima do registrado no mesmo período de 2018. Os empreendimentos residenciais de médio e alto padrão foram responsáveis por 24% das unidades lançadas e 29,7% dos imóveis vendidos em 12 meses até junho.

Em Sorocaba (SP), a Construtora Planeta registrou alta de 15% nas vendas no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, e a expectativa é de crescimento ainda maior. De acordo com Henrique Penteado, diretor comercial da construtora, a tendência é que este ritmo forte de lançamentos e vendas se intensifique ainda mais nos próximos meses.

“O mercado está aquecido e as pessoas continuam apostando na compra de imóveis para morar ou investir. Trata-se de um investimento dos mais interessantes, pois além da tendência de valorização ao longo dos anos, é uma opção de geração de renda por meio de aluguel, hoje representante de maior rentabilidade do que muitas aplicações financeiras. Com a taxa de juros em seu menor patamar histórico e tendência de queda, o imóvel de boa procedência, alta qualidade e bem localizado hoje é uma excelente opção de investimento”, afirma.